Faltam 4 dias para o primeiro show do Los Hermanos aqui no Rio. Como são 4 dias e 4 álbuns, resolvi fazer uma análise de cada um deles aqui no blog, um por dia, pra ir aquecendo para esse tão aguardado retorno.
O primeiro disco da banda é o mais diferente, se comparado aos outros, e o mais vendido também, graças à famigerada Anna Júlia que garantiu ao grupo um disco de platina com a venda de mais de 350 mil cópias do CD.
As músicas desse disco são de fazer qualquer grupo de pagode dos anos 90 morrer de inveja, é faixa depois de faixa dedicadas à romances mal sucedidos e términos dolorosos, tudo regado a uma batida hardcore, flertando com o ska e o samba.
Eu, particularmente, gosto desse álbum, não sei se é um guilty pleasure, mas eu curto principalmente a levada hardcore dele (que será abandonada nos próximos discos), acho que essa é uma boa maneira de passar toda a dor que Marcelo Camelo tanto fala em suas letras. Porém elas são também o maior problema do disco, 14 músicas falando de traições e amores mal resolvidos é muito sofrimento pra um CD só...
Para destacar eu escolho as músicas:
Quem Sabe, Pierrot, Primavera e claro Anna Júlia! (Por favor, fãs! Não venham na minha casa me ameaçar com foices e tochas!) O irônico é perceber que mesmo repudiando e amaldiçoando essa música, ela acabou sendo a mais importante da carreira do Los Hermanos. Pois foi ela a responsável por levá-los ao mainstream, do qual eles tanto se esforçaram para fugir experimentando e encontrando novas sonoridades, que se tornariam a sua marca registrada.
Aliás, toda essa polêmica em volta dessa música já deu no saco. Seria uma surpresa imensa e faria a galera ir ao delírio se eles resolvessem encarar seus demônios e tocá-la nos próximos shows! Além, é claro, de ser um tapa na cara dessa legião de fãs chatos e puristas que se levam a sério demais.
Próximo episódio: Bloco do Eu Sozinho (Sai amanhã, se tudo der certo!)
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